Inspiração de uma lembrança que inspira.
Transpira.
Odor.
Cânticos de uma dor.
Um amor.
Maleficamente benéfico.
Esterótipo.
Carismático.
Estragado.
Puro.
Pulamos o muro das contradições.
Conversamos o conversível de nossas vidas.
De novas vidas.
Somos o que queremos e não queremos ser o que somos.
Não sabemos o que queremos e não sabemos o que somos.
Não sabemos se sabemos.
Emendamos os trapos de luxo. O lixo ficou para trás.
De um reflexo vespertino.
Escuridão transparente das almas, acalma-nos neste dezembro.
Cores de um prato na sala.
Tua cara em meu porta-retrato.
Tornou-se um fato nosso gosto por viver.
O grito de um malandro que samba ao entardecer.
De nada se explica, se entende se faz.
Apenas se faz, se entende, se explica.
Assim há de ficar.
A contradição de um tudo é a explicação de um nada.
Nadamos em nosso mar que de tão grande vira um rio.
Rio de nós. Rio.
Rio de Janeiro, dezesseis de dezembro de dois mil e dez.
16.12.10
Um Rio e os Trapos de Luxo
E essa, meus amigos, foi a palavra de Rafael Carrilho às 12:32
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